ESPELHO MÁGICO 
Era uma vez há muito tempo atrás, quando os animais falavam, três irmãos que viviam numa floresta muito assustadora.
O irmão mais novo chamava-se João, o irmão do meio chamava-se José e o irmão mais velho chamava-se Jacinto.
Os três irmãos viviam agora sozinhos numa casa muito pequena, pois os seus pais tinham morrido numa viagem ao Porto. Por isso eram eles que tinham de fazer tudo: cozinhar, lavar a loiça, fazer as limpezas, etc.
Um dia decidiram caminhar pela floresta fora à procura de pistas que os ajudassem a perceber porque razão chamavam assustadora àquela floresta. Depois de terem caminhado muito, o irmão do meio e o irmão mais velho decidiram parar para descansar um pouco, não reparando que João, o irmão mais novo, se ia afastando cada vez mais, sempre a investigar.
Quando os outros dois irmãos deram pela falta do mais novo, ficaram muito aflitos e decidiram logo procurá-lo.
- João, onde estás?- gritava o mais velho, desesperado.
Entretanto, o João, na outra extremidade da floresta, nem deu pela falta dos outros irmãos, pois estava muito entretido à procura de qualquer coisa que fosse interessante na floresta assustadora.
José e Jacinto continuavam a procurá-lo, mas não havia sinais dele em parte alguma. Entretanto, encontraram um poço e pensaram logo que o seu irmão poderia ter caído e estar ali preso à espera que alguém o fosse salvar. Espreitaram lá para dentro e o poço não tinha água, mas o José debruçou-se tanto que acabou por cair lá para dentro. O José, quando caiu para dentro do poço, ficou inconsciente e demorou um pouco para voltar a acordar.
- José estás bem? - perguntava o Jacinto ao irmão imensas vezes.
O José não respondia porque estava ainda inconsciente. Tantas vezes Jacinto
o chamou, que José acabou por acordar lentamente.
- Jacinto, estás aí em cima? - perguntou José, ainda um
pouco tonto.
- Estou, e tu estás bem? Magoaste-te?
- Não, eu estou bem, mas como é que eu vou sair daqui?
Jacinto viu um balde perto do poço e ocorreu-lhe de imediato uma ideia: atar-lhe uma corda e descê-lo lentamente para o fundo do poço, para que o irmão pudesse entrar para dentro do balde e ele o pudesse puxar para cima.
Quando José subiu, abraçaram-se e até lhes chegaram as lágrimas aos olhos, mas não podiam perder mais tempo, tinham que encontrar o seu irmão mais novo, o João.
Passado algum tempo encontraram, no centro da floresta, um lago que tinha só um peixe muito grande e gordo, cor de laranja avermelhado. De repente, o peixe saltou de dentro de água e reapareceu com metade da cabeça de fora, e disse:
- Olá!
O irmão mais velho perdeu a fala. Só passado uns segundos é que disse, gaguejando:
- O pppei-xe fffa-la!
Mas o irmão José estava todo contente dizendo, enquanto pulava, rebolava e sei lá mais o quê:
- O peixe fala! O peixe fala! Oh, meu Deus, o peixe fala!!!
Passado alguns minutos, depois de já estarem mais calmos, o peixe voltou a falar: - Olá, eu sou o Laranjinha, um peixe imortal e tenho muito gosto em conhecer-vos.
Como se chamam?
- Eu sou o Jacinto e o meu irmão é o José - disse o Jacinto.
- Não se assustem, eu não mordo e não faço mal a ninguém, só quero brincar.
- Querem brincar comigo? - perguntou o Laranjinha.
Eles ficaram muito admirados quando o peixe perguntou aquilo, mas este era um
peixe especial.
- Nós não podemos, gostávamos muito, acredita, mas estamos à procura do nosso
irmão João que desapareceu. Desculpa - disse Jacinto com um ar triste.
- Não faz mal, e não se preocupem porque eu tenho uma coisa que vos vai ajudar muito, um espelho mágico! Vê onde as pessoas estão naquele momento e o que estão a fazer.
Jacinto e José acharam uma óptima ideia. Então, Jacinto pressionou num botão, e no espelho viu-se o João em casa deitado na sua cama e com ar pensativo.
Eles despediram-se do seu amigo Laranjinha e dirigiram-se a correr para casa.
Quando chegaram a casa abraçaram-se ao irmão com muita força e todos contaram as suas aventuras.
Felizmente tudo acabara bem.
Era uma vez há muito tempo atrás, quando os animais falavam, três irmãos que viviam numa floresta muito assustadora.
O irmão mais novo chamava-se João, o irmão do meio chamava-se José e o irmão mais velho chamava-se Jacinto.
Os três irmãos viviam agora sozinhos numa casa muito pequena, pois os seus pais tinham morrido numa viagem ao Porto. Por isso eram eles que tinham de fazer tudo: cozinhar, lavar a loiça, fazer as limpezas, etc.
Um dia decidiram caminhar pela floresta fora à procura de pistas que os ajudassem a perceber porque razão chamavam assustadora àquela floresta. Depois de terem caminhado muito, o irmão do meio e o irmão mais velho decidiram parar para descansar um pouco, não reparando que João, o irmão mais novo, se ia afastando cada vez mais, sempre a investigar.
Quando os outros dois irmãos deram pela falta do mais novo, ficaram muito aflitos e decidiram logo procurá-lo.
- João, onde estás?- gritava o mais velho, desesperado.
Entretanto, o João, na outra extremidade da floresta, nem deu pela falta dos outros irmãos, pois estava muito entretido à procura de qualquer coisa que fosse interessante na floresta assustadora.
José e Jacinto continuavam a procurá-lo, mas não havia sinais dele em parte alguma. Entretanto, encontraram um poço e pensaram logo que o seu irmão poderia ter caído e estar ali preso à espera que alguém o fosse salvar. Espreitaram lá para dentro e o poço não tinha água, mas o José debruçou-se tanto que acabou por cair lá para dentro. O José, quando caiu para dentro do poço, ficou inconsciente e demorou um pouco para voltar a acordar.
- José estás bem? - perguntava o Jacinto ao irmão imensas vezes.
O José não respondia porque estava ainda inconsciente. Tantas vezes Jacinto
o chamou, que José acabou por acordar lentamente.
- Jacinto, estás aí em cima? - perguntou José, ainda um
pouco tonto.
- Estou, e tu estás bem? Magoaste-te?
- Não, eu estou bem, mas como é que eu vou sair daqui?
Jacinto viu um balde perto do poço e ocorreu-lhe de imediato uma ideia: atar-lhe uma corda e descê-lo lentamente para o fundo do poço, para que o irmão pudesse entrar para dentro do balde e ele o pudesse puxar para cima.
Quando José subiu, abraçaram-se e até lhes chegaram as lágrimas aos olhos, mas não podiam perder mais tempo, tinham que encontrar o seu irmão mais novo, o João.
Passado algum tempo encontraram, no centro da floresta, um lago que tinha só um peixe muito grande e gordo, cor de laranja avermelhado. De repente, o peixe saltou de dentro de água e reapareceu com metade da cabeça de fora, e disse:
- Olá!
O irmão mais velho perdeu a fala. Só passado uns segundos é que disse, gaguejando:
- O pppei-xe fffa-la!
Mas o irmão José estava todo contente dizendo, enquanto pulava, rebolava e sei lá mais o quê:
- O peixe fala! O peixe fala! Oh, meu Deus, o peixe fala!!!
Passado alguns minutos, depois de já estarem mais calmos, o peixe voltou a falar: - Olá, eu sou o Laranjinha, um peixe imortal e tenho muito gosto em conhecer-vos.
Como se chamam?
- Eu sou o Jacinto e o meu irmão é o José - disse o Jacinto.
- Não se assustem, eu não mordo e não faço mal a ninguém, só quero brincar.
- Querem brincar comigo? - perguntou o Laranjinha.
Eles ficaram muito admirados quando o peixe perguntou aquilo, mas este era um
peixe especial.
- Nós não podemos, gostávamos muito, acredita, mas estamos à procura do nosso
irmão João que desapareceu. Desculpa - disse Jacinto com um ar triste.
- Não faz mal, e não se preocupem porque eu tenho uma coisa que vos vai ajudar muito, um espelho mágico! Vê onde as pessoas estão naquele momento e o que estão a fazer.
Jacinto e José acharam uma óptima ideia. Então, Jacinto pressionou num botão, e no espelho viu-se o João em casa deitado na sua cama e com ar pensativo.
Eles despediram-se do seu amigo Laranjinha e dirigiram-se a correr para casa.
Quando chegaram a casa abraçaram-se ao irmão com muita força e todos contaram as suas aventuras.
Felizmente tudo acabara bem.
Cláudia Silva
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